Quando o namorido tornou-se "my husband"

Continuando minha história ou melhor nossa história a partir desse passo importante, foi numa tarde quente, bem corrida e sufocante de setembro que nos casamos na cidade de Belém (terra natal dele e não minha). Naquela tarde de 22 de setembro estávamos em êxtase, ou melhor eu não sei ao certo como ele se sentia, mas eu estava muito nervosa, acredito que insegura e talvez até na dúvida do que poderia acontecer dali para a frente, afinal como ressaltei no post anterior nós tínhamos muitas coisas a descobrir de um relacionamento a dois com tanta responsabilidade de assumir uma casa.
E dentre tantas descobertas, eu havia descobrido que namorar é você conhecer apenas o melhor de alguém, é você viver num mar de rosas, é fantasiar um futuro nos minimos detalhes de contos de fadas, descobri que quando éramos apenas namorados era tudo muito fácil, pois qualquer problema era cada um no seu canto, na sua casa, na sua rotina peculiar... agora eu sabia que era diferente pois descobrimos os defeitos mais horripilantes um do outro, nossa realidade não era aquele mar de rosas que imaginei, ela parecia mais uma montanha russa com todas as emoções inerentes a quem se arrisca a brincar nela, e a descoberta maior: quando existisse qualquer impasse tínhamos duas opções: sentar e conversar para resolver, colocando para fora tudo que machucava ou incomodava naquele momento ou simplesmente trocar ofensas, acusações sem tentativa de reconciliação;ficando cada um num canto, tentando se ocupar para fingir está tudo bem e aí nessa opção o problema se estendia de tal forma que o clima ficava bem menos proprício para uma reaproximação e diálogo. Sendo que em ambas as opções tínhamos que resolver ou não no mesmo espaço, pois agora morávamos juntos, tínhamos uma rotina em comum...
Devido esas descobertas me vi num mar de indecisão, por mais maluco e incompreensivel que isso pareça, muitas coisas rodeavam minha memória e me faziam perguntar: será que estou fazendo a cosia certa? será que realmente temos que ficar juntos? será que vamos ser felizes? e tantos outros "serás" totalemente normais de uma noiva.
Bom fora todos esses impasses eu me sentia também extremamente feliz, realizada e ansiosa para aquele momento que seria inesquecível...
Fomos de ônbus ao cartório, como sempre super atrasados, nosso casamento marcado para as quatro chegamos as cinco.
Mas enfim chegamos e casamos...compartilhamos esse momento lindo com família e alguns amigos. 
Em seguida fomos com dois amigos para a Doca, mas bem rápido, pois era quinta-feira, dia de culto em nossa IEQ, e fomos pra lá, tivemos a benção selada por uma oração de um dos irmãos que naquele dia estava dirigindo o culto... parece que foi bem simples, mas foi o suficiente para ficar guardado no coração.

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