Como será a vida daqui para frente?

O ano iniciou-se com desafios para todos. E dessa vez são todos literalmente.
Estamos em um cenário de pandemia de um vírus que pode ser letal até onde o conhecemos, mas na verdade mesmo nos deixando vivos, ele ainda mata-nos. Como?

Nossa rotina nunca mais será a mesma. No dia-a-dia na escola, trabalho, faculdade, ou até momentos de lazer jamais serão retomados igualmente ao que era no passado, e esse passado é de apenas 30, 60 ou 90 dias no máximo. 

Os apertos de mão não passarão desapercebidos; os abraços que já eram escassos se tornarão como o "tu" em Belém, Caxias do Sul ou até em Portugal: só para os "chegados" e olhe lá. Na escola e trabalho surgirão mais protocolos para isso ou aquilo; nos espaços públicos uma dezena de regras de higiene que já eram óbvias, mas que agora são caso de saúde ou doença; nos nossos lares teremos mais cuidados com o que entra e quem entra e como entra, pelo menos, creio que a maioria das pessoas agirão dessa maneira.

Mas não tratam-se de mudanças mais relevantes. As mais valiosas serão aquelas que mudarão comportamento de dentro para fora de cada ser humano que sair vivo disso.
A coincientização de que cuidar de si é também cuidar do outro deverá prevalecer. Lembrar que ficar em silêncio, longe de tudo e de todos é saúde. Passar um dia em casa e olhar de verdade para cada detalhe do dia, desfrutar com amor  a companhia dos filhos, pais, irmãos, seus pets ou até mesmo a sua companhia. 

Muito além, jamais esqueceremos que nossa ação agora tem reação amanhã e nas próximas gerações. Apesar da cobrança da solidariedade intergeracional em todos os quesitos (ambiental, científico, jurídico, etc), somente com uma nova pandemia que estamos sendo capazes de entender que a vida é passageira, frágil e dependente. Passageira porque momentos não serão repetidos, o desconhecido nos torna frágil e dependentes porque sozinhos somos como os vermes que desprezamos.

Não há como negar que a falta de empatia, o egoísmo, a guerra virtual, a falta de respeito e o desamor não crescerão proporcionalmente. Desculpem, eu não romantizo o amanhã, pois, as coisas boas existem justamente porque houve um mal para ser aniquilado ou amenizado. Eu penso assim.
Então como será o amanhã de verdade?

Não sabemos, nunca saberemos, apenas projetamos e agimos hoje. E só será possível saber em "cima da hora" os resultados, consequências, frutos, destino, ou sejá lá qual for nossa denominação para o que chegará em nossas mãos quando abrirmos os olhos no raiar do dia: nosso presente.

Eu fico aqui, por hora, na minha filosofia barata mas essencial para mim. Com saudades de ver meu filho correndo na escola a brincar com seus amigos; saudade de andar pela cidade a contemplar os prédios antigos; saudade dos meus alunos sapecas; dos encontros com as colegas para manter a sanidade; de "bater perna" no shopping atrás de coisas que não irei comprar; saudade de achar que posso colocar o futuro num pedaço de papel e seguir um roteiro de planos. 
Mas eu também preciso me reinventar né?
Vamos lá. Conseguiremos!
Saudade de professorar <3 td="">

Saudade de passeios casuais <3 td="">

Saudade de receber fotinho da profe 

Saudade das festinhas na escola <3 td="">

Saudade das artes <3 td="">

Saudade das confraternizações entre amigos <3 td="">

Saudade de agricultar <3 td="">
Saudade de compartilhar momentos <3 td="">

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