Cuide-se sempre
Quando nos tornamos mãe recebemos também uma carga desconhecida de sentimentos que na maioria das vezes não sabemos como administrar e mesmo assim todo esse emaranhado de sentimento acaba sendo colocado para fora.
Retomando essa postagem a quase duas semanas depois que fiz o primeiro parágrafo, hoje eu li e vi sobre algo que já sabia que existia mas não sabia o nome: a carga mental que toda mãe carrega ( e aqui convenhamos, falo mãe, mas refiro-me a toda pessoa que dedica-se exclusivamente para cuidar de uma casa, filhos, profissão, vida pessoal e amorosa se tiver).
E é exactamente essa carga mental que nos deixa muitas vezes perdidas com tantos sentimentos e assim não sabemos administrar nada e nos sentimos no fim do dia incapazes de fazer algo tão simples... né isso??? Não! Nada do que nós mulheres - que parimos e criamos e educamos - fazemos é simples. É simples na verdade não termos que justificar para quem não enxerga os pormenores do dia-a-dia de uma mulher no puerpério ou nos próximos anos de criação de um filho. É muito mais simples abraçarmos todo o planeamento de um dia sozinha, do que explicar o que fizemos para aquele dia sair dentro dos conformes, para alguém que não sabe ou não entende que essa carga que carregamos, não é penosa a ponto de querermos jogar pelos ares, pois, só estamos cansadas,mas ainda amamos nossos rebentos. Mas que, na primeira oportunidade real que temos em compartilhá-la a faremos porque sim, queremos respirar "fora de casa", se der, se não der, tudo bem. Aguentamos às vezes.
Indo para fatos, no ultimo dia 25 eu fui para a emergência com muitas dores nas costas, falta de ar, vomitei o que tinha comido, me sentindo péssima por estar também com um puta abcesso na gengiva, além de que há algumas semanas estava sentindo tonturas em todos os dias. E não era a primeira vez que me senti daquele jeito, mas somente após os 2 meses do Miel decidi deixar ele mamar no biberão.
No final das contas, sabe porque tudo isso?
A bela da carga mental: organização de guarda roupa de menino, roupas pra semana de aula, agendamento de consultas e vacinas do bebê, organização do dia 22 que sempre comemoramos por aqui, encomenda daqui e dali, marca daqui e dali, passa endereço pra fulano e ciclano, deixa menino na escola, pega menino na escola, prepara kimono do karate de menino, verificar se menino escovou os dentes direito, passou desodorante, colocou a roupa alinhada, está em condiçoes de sair de casa, dar banho em bebê, trocar o bebê 300 vezes no dia, colocar nenem para soneca, imergir no ingles enquanto isso, fala ingles pra lá e pra cá, até com o bebê pra ver se entra na cabeça, ver noticiarios, lamenta a guerra, ler mensagens dos pais e irmãos com seus b.o.s la no outro lado do mundo.
(...) entenderam?
Teríamos, cada uma de nós, uma lista enorme de preocupações do nosso dia-a-dia, coisas que só a gente sabe, que parece simples, que parece frescura, parece uma fase... parece muita coisa, mas na verdade, só queremos viver essa "fase" da melhor maneira possível: com saúde física, sobretudo mental.
Eu nem entrarei em méritos de muitas questões que isso implica. Não consigo. Não tenho muito tempo. Otimização de tempo. =)
Por fim, mesmo com nossos maridos ou outra rede de apoio, se os tivermos, não nos culpem ou nos achem ingratas ou rabugentas. Só estamos com sono e fome e descabeladas e unhas por fazer.
Logo, para tornar essa "fase" mais leve, o ideal é, se possível, fazer algo só para nós mesmas, esquecer tudo, ficar em silêncio e ouvir nosso coração de menina.
Um abraço minha brava mamãe,
Mychelli.


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