Desabafo repentino: cicatrizes que doem.



Família: é um assunto delicado para mim, porque nunca tive aquela que idealizei dos meus filmes de criança ou adolescente, mas tive aquela que Deus me deu para amar e carregar por toda a vida.
Talvez eu esteja errada, talvez eu não seja grata pensando dessa forma, talvez eu pense assim porque não sei que o pior é não ter tido nunca uma família... E eu tive uma família um dia, me refiro a minha primeira família: pai, mãe e irmãos.
Não queria uma postagem triste, cheia de reticências (que expressam a imensidão da minha dor) não queria um dia reler isso e lembrar dessa parte triste da minha vida. Mas todos nós temos algo que nos machuca por dentro.
No meu caso, ao longo dos anos, alguns anos atrás antes de sair de casa criaram-se feridas em minha alma, feridas profundas que eu acho nem terem sarado completamente às vezes. Algumas até cicatrizaram, mas ainda doem, e não precisa nem eu tocar nelas... Basta olhar.
Não vou dá detalhes dessas cicatrizes, porque esses, prefiro deixá-los apenas na memória, no coração e na alma
Hoje conversei com uma pessoa que amo incondicionalmente, que como eu tem muitas cicatrizes que doem, feridas abertas... E são as mesmas...
A vida vai passando, a gente vai envelhecendo, mas essas cicatrizes continuam jovens e fortes e impetuosas...
É só um desabafo impróprio, mas que faz parte de mim.
Momentos só meus, que não abro mão.
Tem momentos que me sinto assim...


Comentários

Melissa Vieira disse…
E os anos passam, e as pessoas se vão... e mesmo assim as cicatrizes ficam e as feridas vira e mexe doem... Por que não somos perfeitos, por que eles não são perfeitos e nos baseamos nisso para poder errar e para poder tentar entender e perdoar o erro do outro.
Tenho a minha história, e ao ler teu desabafo compreendi teu sentimento.